Uma noite inesquecível no 2° dia do II Festival de Esquetes Haroldo Serra.
- Paulo César Cândido

- há 16 horas
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Estive no segundo dia do II Festival de Esquetes Haroldo Serra, ontem (16/04/2026), na Casa da Comédia Cearense, e confesso: saí de lá completamente encantado com tudo o que presenciei. A organização impecável, os convidados, o público e, principalmente, os espetáculos apresentados mostraram a força e a beleza do teatro cearense, representado por esquetes.

Um dos momentos mais marcantes foi ver a Comédia Cearense, junto à direção do festival, proporcionando acesso à cultura a um público maravilhoso vindo do bairro Granja Lisboa, através do seu Quintal Cultural. A energia da plateia era contagiante — atenta, participativa e entregue a cada apresentação. Os espetáculos ganharam ainda mais força e inclusão com a tradução em Libras do Grupo Bandeira das Artes, na sensível interpretação de Wiliana Almeida, conectando o teatro a todos a todo o público.
A condução da noite ficou por conta do ator e jornalista Luís Costa, que como apresentador oficial do Festival trouxe informações importantes sobre a premiação. Ele destacou categorias como melhor espetáculo, melhor ator e melhor atriz, e ainda anunciou uma novidade que considero extremamente relevante: a inclusão do prêmio de melhor texto, valorizando ainda mais a dramaturgia.
Os jurados eram mestres de peso e relevância da Cultura Local e foram recepcionados por Hiroldo Serra, diretor executivo do grupo. Estavam presentes Walden Luiz, Marcelino Câmara e Ricardo Bessa, que recentemente teve seu texto As Divas apresentado na abertura do Festival — o que já demonstra o nível artístico do evento.
Espetáculos da noite, cada um, uma proposta única!
O Homem de La Mancha abriu a programação com uma encenação envolvente, inspirada em O Homem de La Mancha. A interação com o público, que se torna parte da cena como presos acompanhando Cervantes, somada às músicas ao vivo, criou uma atmosfera rica e imersiva, transportando todos para a Espanha de 1617.
Em seguida, Coisas da Vida trouxe um tema forte e necessário. A peça revela a dura realidade de uma família, no papel de mãe, marcada por violência e abusos aos filhos, escondida sob a aparência de normalidade. Um espetáculo que incomoda, emociona e faz refletir.
João Memória, através das histórias de um idoso que relembra causos de Fortaleza, como o do Bode Ioiô, o espetáculo mistura leveza e dor, revelando memórias afetivas e conflitos profundos de forma tocante.
Encerrando a noite, Diabo a Dois trouxe uma proposta instigante, humorada e provocativa, levando muitas vezes à plateia ao riso e integração com os atores. A história de um padre convicto de bondade e altruísmo, disfarçado de hipocrisia, que se depara com um diabo querendo aprender a ser bom, rende momentos de humor, reflexão e questionamentos sobre fé, moral e a própria natureza do bem.
Destaque para a Coreografia de Rayan Monteiro (que interpretou o fotógrafo e o morto no mais recente espetáculo "O Beijo no Asfalto" encenado pela Comédia Cearense), que estava ao meu lado acompanhando tudo com os olhos brilhantes e atentos.
Saí da Casa da Comédia Cearense com a sensação de que vivi algo especial. O festival não é apenas uma vitrine de talentos, mas um verdadeiro encontro de histórias, emoções, grandes mestres do teatro. O teatro segue vivo — e pulsando forte no Ceará, parabéns à Comédia Cearense, na pessoa do Hiroldo Serra, Parabéns ao Luís Costa e a Érica Cardoso e a todo o corpo técnico envolvido. Realmente, o II Festival de Esquetes Haroldo Serra vai ficar marcado na memória de todos e principalmente da comunidade local do Bairro Rodolfo Teófilo como um dos momentos mais marcantes da cultura local.
Da Redação
Blog da Comédia Cearense
Paulo César Cândido Ator
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